quarta-feira, 21 de abril de 2010

Chuvas: é preciso mudar a postura

A enchente que assola o Rio de Janeiro traz de volta uma antiga discussão: como conviver de forma diferente com esse fenômeno natural?

As epidemias que assolaram o Brasil nas últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX influenciaram a abordagem técnica sobre o manejo das águas e, indiretamente, reforçaram na população o temor pelas várzeas, mangues e diversos tipos de terrenos úmidos e águas paradas, genericamente considerados indutores de algumas doenças epidêmicas.

Em algumas cidades, parcelas expressivas da população pereceram com as doenças, como no caso de Fortaleza, que perdeu cerca de 20% dos habitantes com uma epidemia de varíola.

Em 1895, dos 340 tripulantes do navio italiano Lombardia, que atracou no Rio de Janeiro, 333 foram atingidos pela febre amarela e 234 morreram1. Em 1919, o presidente Rodrigues Alves, que deflagrou diversas iniciativas de caráter higienista e já havia perdido um filho para a febre amarela, morreu de gripe espanhola.

O temor das epidemias e sua associação com as águas paradas fizeram com que se difundisse no meio técnico e entre a população uma expectativa de afastar rapidamente as águas das chuvas. Esse temor impulsionou os paradigmas das obras de urbanização, de ocupação dos lotes urbanos e, especificamente, da implantação de obras hidráulicas, que influenciam os problemas de enchentes que hoje observamos.

As obras de engenharia focaram-se no esforço de impermeabilizar e drenar. Por meio de tubos, canais, calhas, canaletas e sarjetas, esses empreendimentos visavam livrar-se rapidamente das águas de chuva precipitadas.

Pode-se avaliar a insustentabilidade desse modelo quando um único lote impermeabilizado, de 300 m2, gera por ocasião de uma precipitação de 60 mm um montante de 18 mil litros de água, em um período que algumas vezes não ultrapassa uma hora. Como referência, uma residência gera cerca de 500 litros de esgotos, em um período de 24 horas. A vazão das águas de chuva tende a ser centenas de vezes maior do que a das águas servidas.

Já nas últimas décadas do século XX, ampliou-se o debate sobre novos conceitos de manejo das águas, o que pressupõe outro posicionamento e que busca-se reter, guardar, acumular e infiltrar as águas de chuva que são contidas na fonte antes da chegada aos corpos d’água e canais de drenagem.

Embora esses conceitos se choquem com a cultura e as orientações técnicas predominantes anteriormente, sua implementação não é complexa. Complexa é a mudança de posicionamento de técnicos formados com outra visão, assim como da população que cresceu entendendo a água parada ou retida como inimiga, e mesmo dos políticos, tão habituados aos dividendos eleitorais das grandes obras.

As imagens recentes dos problemas ocorridos nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul mesclam-se com outras, igualmente graves, mostradas em anos anteriores: vidas perdidas, pessoas ilhadas, automóveis boiando, bens destruídos e barcos navegando em ruas vão se tornando uma triste rotina no noticiário de tragédias vivenciadas pelos cidadãos.

Todos sabem que nos próximos anos as chuvas retornarão, talvez ainda mais fortes, e a culpa não é da natureza. O processo se repete também fora do país e as imagens da cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, ou do estado de Queensland, na Austrália, nos lembram que, mesmo nos países ricos, o problema se manifesta de forma agressiva e que é limitado o alcance das obras hidráulicas frente aos processos naturais, ainda mais no atual contexto de mudanças climáticas. As obras são fundamentais, mas em muitos casos não são suficientes.

Frequentemente são apresentadas possíveis iniciativas para reduzir ou prevenir o problema: manutenção e limpeza dos sistemas de drenagem, redução das áreas impermeabilizadas, prevenção e remediação dos processos de erosão e assoreamento, construção de depósitos de retenção das águas da chuva para redução dos impactos das cheias, entre outras.

Nos meios técnicos debatem-se e divulgam-se medidas para reter e infiltrar as águas da chuva em locais próximos a sua precipitação, com o fim de evitar as grandes obras hidráulicas caras e muitas vezes impactantes sob a ótica ambiental.

Há muitos séculos o homem é afetado ou beneficiado pelas inundações. A civilização egípcia, que floresceu no vale do Nilo, se valeu dos excedentes alimentares propiciados pelos férteis terrenos da várzea desse rio, para onde eram carreados os nutrientes no período em que as águas inundavam os campos de plantio.

A infiltração das águas no solo e sua lenta devolução à superfície nos olhos d’água, nascentes, minas etc. é o processo que viabiliza a existência dos próprios rios mesmo quando não chove em toda a área de sua influência, definida pela bacia hidrográfica. Dessa forma, a obtenção de água nos períodos de estiagem e a sobrevivência do homem primitivo foram muito beneficiadas por esse processo natural que, em outras medidas, ainda influencia nossas vidas.

A importância da existência de áreas cobertas de vegetação e de terrenos permeáveis compara-se à importância das várzeas, não só na proteção da fauna e da flora, mas também como reservatório natural do excesso de chuvas que ali ficam retidas e que são gradativamente devolvidas ao leito menor do rio após os picos de vazão dos corpos d’água. As várzeas cumprem um papel de esponja, retendo as águas nos momentos de chuvas intensas e devolvendo-as no período de estiagem. Mas, com o crescimento dos aglomerados humanos temos hoje duas situações distintas.

A primeira são as bacias pouco afetadas pelos processos de urbanização. Neste grupo estão as cidades, ou parcelas de cidades, situadas em bacias hidrográficas relativamente pouco afetadas pelos processos de urbanização, construídas em terrenos úmidos historicamente afetados pelas inundações naturais, tais como várzeas e mangues.

É o caso de diversos municípios situados na Amazônia e de alguns à beira-mar ou nas várzeas de rios. Pode-se dizer que são cidades em que parte da urbanização se efetivou em terrenos tomados ao rio ou ao mar, formados pelos solos que a água transportou e depositou e que, mantido o processo natural, tenderia a seguir transportando e depositando.

Mesmo que as obras hidráulicas tenham sido dimensionadas para viabilizar tecnicamente a ocupação, convive-se agora com duas importantes alterações de cenário: uma associada a fenômenos climáticos excepcionais e outra às alterações de uso do solo nas áreas rurais, que podem ampliar os problemas de escorregamentos, erosão e assoreamento, reduzir a capacidade de escoamento dos cursos d’água e canais de drenagem e, assim, agravar os riscos de enchentes.

Assim, as condições das bacias pouco afetadas pelos processos de urbanização diferem daquelas encontradas nos grandes aglomerados populacionais, em regiões conurbadas, onde o histórico de obras realizadas para prevenir as enchentes afeta radicalmente as vazões dos cursos d’água e provoca efeitos cumulativos cada vez mais graves, cada vez mais exigentes em termos de obras civis.

A segunda que existe hoje é a dos grandes aglomerados urbanos, onde usualmente tem-se um processo de urbanização com impermeabilização radical. Nesses casos as variações de vazão dos cursos d’água são também radicais: elevadíssimas nos períodos de chuva e praticamente nulas durante os meses de seca.

Algumas cidades encontram-se em uma situação dramática, em que a vazão de base de alguns cursos d’água, nos períodos de estiagem, é praticamente constituída pelos esgotos ali lançados.

Novos paradigmas

As duas situações anteriormente descritas diferem com relação ao impacto das obras hidráulicas. No primeiro caso, de bacias hidrográficas pouco urbanizadas em que as obras foram realizadas para viabilizar a ocupação de terrenos tomados à água, as mesmas podem não mais se mostrar adequadas ou suficientes às novas dinâmicas das águas. São casos em que existe o impacto ambiental da obra que foi implantada, mas seu efeito indutor de novas enchentes em áreas próximas não é necessariamente relevante.

Na segunda situação, de grandes aglomerações, cada nova obra de retificação, canalização ou drenagem para rápido afastamento das águas da chuva, agrava o problema das enchentes e torna mais complexa a solução do problema.

Em ambos os casos, seria muito importante uma mudança de postura com relação ao convívio com a água da chuva e à adoção de uma política de preservação das áreas úmidas existentes, de construção de pequenos mecanismos de retenção das águas e de infiltração no próprio terreno ou nas suas proximidades.

Nas grandes aglomerações urbanas essa nova postura é fundamental para a prevenção das enchentes, pois as obras hidráulicas tradicionais de drenagem não serão suficientes para resolver o problema. Pelo contrário, podem até agravá-lo.

O desafio colocado é que essa mudança de postura demanda um novo posicionamento dos técnicos, o compromisso dos políticos e um engajamento da população, todos processos relativamente lentos.

A água da chuva, tida como vilã nos grandes aglomerados populacionais poderia ser a solução para diversos problemas, entre eles o de fornecimento de água potável.

A questão de abastecimento de água se atrela, em muitos aspectos, ao manejo das águas pluviais. Valorizamos os esforços de utilização das águas da própria bacia hidrográfica e, sempre que possível, da utilização das águas que são geradas pelo processo de impermeabilização associado à ocupação do território.

Usualmente cita-se a região metropolitana de São Paulo como exemplo da dificuldade de obtenção de água em grandes cidades situadas na parte mais alta de uma bacia hidrográfica, onde são limitados os volumes dos recursos hídricos existentes. Essa dificuldade tornaria inexorável a importação de água de outras bacias. Mas pode-se introduzir alguns novos elementos a esse debate.

No município de São Paulo tem-se uma precipitação média anual de 1530 mm2. Em uma localidade com essa precipitação, uma superfície impermeabilizada de 36 m2 permite captar água correspondente a 151 litros por dia, que é a média de consumo per capta diária nacional. Ou seja, se fosse possível captar água de chuva com qualidade aceitável, a área impermeabilizada da cidade seria suficiente para abastecer seus habitantes.

Mas não é tão simples captar água de chuva com qualidade aceitável em um ambiente fortemente poluído. Quando escorre por superfícies impermeabilizadas, a água de chuva carrega poluentes e contaminantes. Mesmo aquela captada diretamente do céu apresenta problemas de qualidade em uma localidade com grande poluição do ar.

No futuro, haverá dificuldades crescentes na obtenção de água potável nas grandes cidades. Espera-se que, gradativamente, consiga-se reduzir a poluição do ar e melhorar a limpeza urbana de forma a permitir sistemas de abastecimento de água a partir da utilização dos nossos próprios recursos hídricos. Isso viabilizaria a solução do problema de água potável e também das enchentes.

Uma ocupação mais racional e mais densa das regiões servidas por infra-estrutura urbana, como a reversão do processo de esvaziamento das áreas centrais da metrópole, poderia aliviar um pouco a enorme pressão populacional de assentamentos informais sobre as áreas de mananciais e de preservação ambiental nos cinturões das metrópoles brasileiras.

Os casos de pressão de ocupação nas proximidades dos reservatórios Billings e Guarapiranga e junto à Serra da Cantareira, na região metropolitana de São Paulo, são paradigmáticos desses fenômenos.

Ao tratarmos da questão da poluição, entra em cena o automóvel e o modelo de transporte motorizado individual. Pode-se dizer que o século XX foi o século do automóvel, símbolo mais vigoroso e desejado da sociedade moderna. Nenhum outro bem simbolizou tanto o fetiche de consumo nesse período. Ideal de conforto e status, indutor de dinâmicas de vitalidade econômica, os carros são também fonte de poluição, de ruído, de estresse e elemento estruturador de parte da escravidão no modo de vida moderno.

O automóvel interfere como fator que dificulta seriamente o aproveitamento das águas de chuva. Altera também a impermeabilização do solo, necessária para sua circulação e estacionamento. Para que se possa avaliar disso, tomemos como exemplo as garagens: nos projetos de habitação popular, elas ocupam áreas que chegam a ser 40% maiores do que aquelas reservadas às edificações.

A análise dos projetos de um campus universitário e de um grande centro de compras no município de Campinas constatou que as áreas de estacionamento respondem, respectivamente, por 26% e 60% das áreas impermeabilizadas, em ambos os casos ultrapassando significativamente aquelas das projeções das edificações.

Se os estacionamentos são os grandes responsáveis pela impermeabilização, eles constituem hoje uma das mais promissoras possibilidades para ampliar as áreas permeáveis das cidades. É confortável estacionar debaixo de árvores e existem várias alternativas técnicas de pisos permeáveis nos locais em que os veículos são estacionados.

Aqui novamente é necessário enfrentar resistências, pois ainda não se conseguiu que o “estacionamento-parque” seja visto como uma boa alternativa. Ele esbarra no arraigado anseio de circular e estacionar em terrenos asfaltados e drenados.

A prevenção, a redução ou a eliminação dos problemas de enchentes demandam obras hidráulicas difíceis e muitas vezes caras. Mais que isso, porém, exige mudanças na forma de uso do solo, na gestão das águas, no modelo de transporte.

Essas mudanças culturais demandam tempo e um espaço mais abrangente de debates nos meios de comunicação. Em especial a solução dos problemas de enchentes através do aproveitamento das águas de chuva como fonte de água potável no próprio local em que ocorreu a precipitação pluviométrica. É uma questão de tecnologia, de opção de investimentos e, principalmente, de avanço na redução da poluição.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Os movimentos sociais do século 21 consolidaram suas identidades e afinaram os seus discursos na tentativa de conquistar a opinião pública.

Movimentos sociais conectados: o MST e o Exército Zapatista
Neblina Orrico - Le Monde Diplomatique - (28/04/2009)

O protagonismo social e político dos movimentos sociais na América Latina ganhou uma nova forma de expressão com a utilização da Internet como aliada e ferramenta de luta. Dois movimentos sociais fazem uso da rede mundial de computadores como arma estratégica: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Brasil, e o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), no México [1].

Por meio do uso da Internet, esses dois protagonistas disponibilizam informações divulgando a “sua versão” dos fatos e dos objetivos da sua luta, na tentativa de construir novos canais para uma nova sociabilidade [2].

Na construção do discurso dos sites “oficiais” dos dois movimentos foram desenvolvidas e utilizadas uma nova visão e uma nova representação das maneiras dos integrantes desses movimentos sociais lutarem por seus objetivos. Muitas vezes, esses sites – e todo o seu conteúdo – funcionam como principal instrumento de comunicação e como arma estratégica na elaboração das agendas dos movimentos sociais da atualidade. Funcionam ainda como contraponto ao discurso construído pelos meios de comunicação acerca das suas identidades. A construção de novos discursos que geram impactos na sociedade e se transformam em notícia é uma preocupação permanente da maioria dos movimentos sociais da atualidade, pois essa é uma maneira de legitimar suas ações e construir suas identidades.

Além disso, esses dois movimentos passaram a atuar em rede entre si e com outros atores sociais e construíram uma forma de luta, coordenando e conduzindo suas ações com o uso da Internet. Foram capazes de criar novas oportunidades de se apresentar ao mundo, de legitimar as ações, de divulgar as demandas pelas quais lutam, de pressionar os meios de comunicação tradicionais a noticiarem com menos parcialidade fatos ligados a eles e de eles próprios noticiarem fatos ligados às suas lutas.

Uma das características mais fortes do EZLN é a importância que seus membros dão para a opinião pública. Sabendo que as informações transmitidas na rede mundial de computadores podem chegar sem nenhum “tratamento” ao computador do público, os zapatistas têm o cuidado de utilizar uma comunicação estrategicamente transparente, uma linguagem simples e capaz de comunicar quem são e o que querem. Ela traz detalhes do dia-a-dia das comunidades zapatistas para o cotidiano das pessoas, ganhando a confiança de quem busca informações sobre eles de uma forma nunca antes feita por outros movimentos sociais latino-americanos.

Ao iniciar a utilização da internet como estratégia de luta, há mais ou menos seis anos, o MST também deu início a um “burilamento” de seu discurso, abandonando a sua velha tática discursiva para usar uma nova maneira de divulgar informações sobre o movimento para o resto da sociedade. Isso é consequência do processo de aquisição de identidade e consciência próprias pelo qual os trabalhadores e trabalhadores rurais sem-terra se afirmam como sujeitos sociais atuantes. Concomitantemente com o início da informatização do MST, foi iniciada a etapa de mostrar ao mundo que o movimento é integrado por pessoas altamente comprometidas com a luta pela democratização da terra no Brasil e não por arruaceiros, como tenta mostrar a mídia tradicional. Além disso, é preciso destacar a iniciativa do movimento de investir em um ambicioso projeto de inclusão digital dos trabalhadores rurais que já estão assentados. Para o MST, é importante que os camponeses e seus filhos tenham acesso às novas tecnologias como tentativa de incentivá-los a permanecer no campo, sem deixar de estarem informados sobre o que se passa no mundo.

O cotejo entre o discurso do MST e do EZLN mostrou que os dois movimentos sociais utilizam maneiras diferentes para atingir a sociedade por meio da rede mundial de computadores. O discurso emancipatório dos movimentos sociais, agora veiculado também pela internet, representa uma nova maneira de lutar pela mudança social. Enquanto os zapatistas preferem uma linguagem muito mais poética e metafórica, que resgata elementos da linguagem indígena dos Chiapas, mas que, mesmo assim, é simples e transparente, o MST investe na objetividade e em textos jornalísticos para alcançar o internauta. Numa época em que a linguagem adquiriu evidência e centralidade na constituição, manutenção e desenvolvimento das nossas sociedades, os sites dos movimentos se tornaram verdadeiros cartões de visita, apresentando e divulgado a bandeira de luta do movimento, seja pela realização da reforma agrária, seja por justiça social e por democracia. Graças à Internet, eles obtêm visibilidade pública e angariam simpatizantes que se tornam adeptos das suas bandeiras de luta e apoiam suas causas.

As análises sobre os movimentos sociais constituídos no fim do século passado ou mesmo no início deste século devem necessariamente levar em consideração que esses novos movimentos sociais do século 21 aprenderam a utilizar a internet como ferramenta para criar novas conexões que buscam diminuir as fronteiras entre eles e a sociedade, vinculando a sua luta particular a uma luta maior contra as velhas e as novas formas de dominação. Atualmente, os movimentos sociais tentam mudar a realidade social, contribuindo com a (re)construção de uma simetria das relações de poder por meio do discurso divulgado em suas páginas de internet.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Seja Diferente!

Quando pergunto a qualquer pessoa qual a razão da admiração que sentiam por quem consideravam “ pessoas de sucesso “, a resposta era quase sempre : - Essa pessoa é “ diferente “
E quando perguntávamos – “ diferente “ em que ? A resposta era quase sempre –
“ Diferente em tudo !”
De fato, as pessoas de sucesso – sejam elas o que forem – são “ diferentes “ as demais. Elas pensam de forma diferente. Agem de forma diferente. Enxergam a vida e o mundo de maneira diferente.
Elas são mais positivas. Acreditam em si próprias. Conseguem enxergar oportunidades nas crises. Elas participam mais. Comprometem-se mais. Terminam as coisas que começam. Dão atenção aos detalhes em tudo o que fazem. São polidas e educadas e além da “ boa intenção “ têm muita sensibilidade e empatia para colocar-se no lugar das outras pessoas.
Elas ouvem, mais do que falam. Elas respeitam as opiniões alheias. Elas sabem dizer “ eu não sei “ e dizem com freqüência “ eu não compreendi…”. São pessoas simples e objetivas. Não usam vocabulário rebuscado e complexo. Falam e agem com simplicidade e têm muito foco em tudo o que fazem.
Daí a “ diferença “. A diferença positiva está mais na simplicidade do que na complexidade, mais na humildade do que na arrogância, mais no “ ser “ do que no
" ter ”.
Pense nisso. Seja “ diferente “. Saia da vala comum dos que pensam, falam e agem dentro da mesmice e da mediocridade.
Um forte abraço,
sucesso a todos.
Rogério Bartilotti.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Muro de Berlim - 20 anos do seu fim.

Desde o fim da Segunda Guerra, Berlim havia se consolidado como o principal palco de atuação das maiores potências em confronto durante a Guerra Fria. A cidade era usada como área em que Estados Unidos e União Soviética testavam suas políticas internacionais, pressionando o adversário e estudando a resposta inimiga.

Bem antes da separação com cercas de arames farpados e da construção do muro, Berlim Ocidental já tinha sofrido as conseqüências de um maior desenvolvimento econômico. O crescimento industrial de todo o lado ocidental era alto, chegando à ordem de 15% ao ano nos anos 1950, mas, antes disso, ainda em 1948, a área de influência de EUA, Inglaterra e França adotou uma nova e mais forte moeda, o marco alemão. Em resposta, em 24 de junho, um dia depois da reforma monetária, os soviéticos bloquearam todas as vias de acesso à cidade.

O Bloqueio de Berlim foi um dos primeiros eventos de grande relevância da Guerra Fria. Todas as ligações ferroviárias e rodoviárias para a cidade de dois milhões de habitantes (do lado ocidental) foram cortadas, e até o abastecimento de energia elétrica foi interrompido. Os governos ocidentais, entretanto, abraçaram a causa dos berlinenses como símbolo do bloco capitalista do conflito não-declarado contra os comunistas.

Evitando abrir uma guerra contra a União Soviética, iniciaram uma enorme operação aérea para abastecer a cidade usando aviões. Em pouco tempo, mais de 70 mil toneladas de alimentos eram desembarcadas nos aeroportos do lado ocidental de Berlim por mês, o que aumentou a admiração pelos Estados Unidos na cidade, e aproximou o Ocidente da Alemanha. O bloqueio durou menos de um ano, mas foi o primeiro sinal da divisão que a cidade enfrentaria até novembro de 1989, quando o muro de Berlim foi derrubado e deu início à reunificação da Alemanha.

Esta vale a pena.



Com base no texto, no mapa, no gráfico e nos conhecimentos sobre a distribuição das
chuvas e a localização das grandes áreas desérticas e semi-desérticas do planeta, pode-se
concluir:
(01) A latitude, a distância do oceano, a ação do relevo e o efeito das correntes marítimas são fatores que influenciam a distribuição geográfica das chuvas no globo terrestre.
(02) A variação do volume de evaporação é duas vezes mais intensa sobre os continentes do que sobre os oceanos, tornando as águas continentais as principais responsáveis pela estabilidade ou instabilidade da atmosfera em toda a sua área de influência.
(04) A incidência maior das chuvas, do ponto de vista latitudinal, ocorre na faixa equatorial e em dois máximos secundários nas latitudes médias, relacionados com as áreas de baixa pressão.
(08) As áreas menos chuvosas ocorrem nas latitudes em torno de 30º, nos dois
hemisférios, bem como nos pólos (Norte e Sul), correspondendo às zonas de alta
pressão.
(16) No sentido longitudinal, observam-se diferenças entre os litorais ocidentais, que são mais chuvosos nas proximidades dos trópicos, e os orientais, onde ocorre
exatamente o contrário.
(32) As correntes marítimas quentes estabilizam o ar e são responsáveis pelo surgimento dos desertos, enquanto as correntes frias, favorecendo a evaporação e a
condensação, produzem climas chuvosos.
(64) A circulação oceânica transfere, através das correntes marítimas, grandes massas de água fria para as regiões tropicais e de água quente para as médias e as altas latitudes, concorrendo para o equilíbrio térmico do globo e influenciando na
distribuição das chuvas e, conseqüentemente, no clima do planeta.